Meu marido me dá duzentos mil taéis por mês

Meu marido me dá duzentos mil taéis por mês

Autor: Assim que o vi, senhor.

【Romance doce + transmigração para um livro + humor absurdo + redenção + casamento primeiro, amor depois】 Gan Qiongying virou uma princesa! Antes mesmo de conseguir se alegrar, descobriu que esse mundo era de um livro que já tinha lido! E ela era a vilã cruel e maligna, que no fim terminava em uma situação miserável... A trama havia avançado até o ponto em que ela, uma princesa digníssima, era obrigada a se casar com um comerciante. Entre letrados, agricultores, artesãos e comerciantes, os comerciantes eram os mais baixos, e ela se tornara o maior motivo de riso de todo o país. Sua criada pessoal aconselhou Gan Qiongying a aguentar só mais um pouco. O consorte estava fraco e doente; quem sabe um dia não morresse? Além disso, ele vinha apenas uma vez por mês, só para trazer dinheiro, sem exigir que dividissem o leito. Ao ouvir isso, Gan Qiongying suspirou aliviada e não conseguiu evitar perguntar: “Ele me traz dinheiro? Quanto ele me dá por mês?” “Duzentas mil taéis.” Gan Qiongying ficou um tempo contando nos dedos dentro da sala, calculando quanto eram duzentas mil taéis. Depois, falou trêmula: “Alguém! Depressa! Tragam o consorte para mim!” “Chamem o médico imperial! E convidem pessoalmente o diretor dos médicos!” ........... Pergunta: como é a experiência de ter um marido que te dá alguns milhões por mês? Resposta: eu consigo amá-lo até enlouquecer (acendendo um cigarro)

Meu marido me dá duzentos mil taéis por mês

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300capítulos Capítulo

Capítulo 1: Como é que ela vai conseguir viver assim?

Gan Chongying renasceu depois de morrer.

Tendo morrido tão jovem de câncer, abriu e fechou os olhos e, por um golpe de misericórdia do Buda, tornou a viver. Nem todo mundo, depois de arruinar a própria vida, recebe a chance de recomeçar do zero. Renascer era como uma torta cair do céu — e ainda acertar em cheio a sua boca.

Quando descobriu que havia reencarnado numa princesa, teve ainda mais vontade de sair para soltar rojões e fogos que riscam o céu, só para comemorar.

Bastava olhar para ela naquele instante: vestes suntuosas, cabelos enfeitados de pérolas e jade. Deitada de lado numa chaise longue, apoiava uma mão no travesseiro macio e estendia a outra sobre a mesinha, segurando com os dedos finos e delicados a tampa de uma xícara, afastando com calma as folhas de chá que boiavam.

Sobrancelhas suaves, rosto rosado, traje esplêndido; as extremidades dos olhos e das sobrancelhas já traziam, por natureza, um leve arco ascendendo, mas ela possuía um par de olhos de fênix frios e austeros, estreitos e elegantes, que continham aquela centelha de sedução surgida da cor rosada das sobrancelhas. Era uma dignidade de ouro e joias, uma graça sem limites.

Agora ela era uma princesa!

Quem não sonhou em ser princesa ao menos uma vez?

Mas, na verdade, ela queria chorar. Chorar muito. Chorar aos berros, do tipo que faz a pessoa se contorcer no chão, chutar tudo e rolar sem a menor compostura.

Porque, depois de algum tempo — quase um mês —, estudando em silêncio os vestígios da nova vida e juntando-os a certas memórias antigas que voltar

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