O cavaleiro mantém-se firme na justiça, e o mago busca a verdade. Com base no chip genético de sua vida anterior, Herag embarcou no caminho em busca da verdade.
Mesmo no verão, as noites no vale de Duer eram sempre tão frias assim.
A cabana onde Herlag morava tinha vários buracos nas paredes; o vento cortante se infiltrava por eles com ferocidade, gelando-o a ponto de não conseguir dormir.
Ele se levantou às cegas, arrancou um pouco da palha usada como forro da cama e tampou os buracos. O vento, enfim, diminuiu um pouco.
Depois de terminar, Herlag voltou a deitar-se, mas já não conseguia pegar no sono.
A fome fazia seu ventre roncar sem parar.
“Como foi que eu vim parar num lugar amaldiçoado desses?”, murmurou, levando a mão à barriga e soltando um suspiro impotente.
Nessas horas, sentia uma saudade imensa dos dias em que havia água, luz e internet.
Quando a fome apertava, bastava abrir o celular, pedir alguma comida e, depois de esperar um pouco, a refeição chegava à porta.
Aqui, porém, havia apenas uma refeição por dia: ao meio-dia distribuíam um pedaço de pão escuro e uma tigela de sopa de batatas.
O pão escuro era duro; mastigá-lo era tão penoso quanto roer uma pedra.
Só o pão branco era macio e fofo, mas isso era privilégio exclusivo dos nobres ilustres.
Gente como eles, servos dentro do castelo, só podia comer pão escuro.
O velho Henrique, encarregado dos jardins, havia contado a Herlag que deixar o pão escuro de molho na sopa de batatas o tornava mais saboroso.
Depois que aprendeu esse truque, o pão escuro finalmente deixou de ser tão difícil de comer.
Mas o corpo de treze anos estava numa fase de rápido crescimento; um pão escuro e uma ti