Esta é uma obra pouco conhecida, narrando a história da criação de produtos marinhos no início dos anos 80. No começo, trata-se do cultivo de algas marinhas, da construção de plataformas de pesca, da captura de enguias jovens e da criação de abalones... Ao retornar a uma pequena ilha em 1983, Li Doyu pescou uma rede cheia de grandes corvinas amarelas. Imaginou que estava prestes a encher as panelas de dinheiro, mas logo foi surpreendido pela dura realidade: naquela época, o preço de compra do peixe era de apenas quarenta centavos por quilo. E numa época em que não existia sequer tecnologia de refrigeração, Li Doyu foi o primeiro a apostar na criação de algas marinhas, desprezada por todos, e em seguida iniciou o cultivo de caranguejos-verdes... O pano de fundo da história é a década de 1980. Quem tiver curiosidade ou quiser conhecer mais, pode entrar e dar uma olhada. Ademais, o autor declara que todo o contexto do romance é puramente fictício; qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência – ou talvez não.
Foi tudo tão apressado, rápido demais. Li Duoyu não teve tempo algum para se preparar antes de regressar à ilha Dandan, em 1983.
Lembrava-se que, pouco tempo antes, ainda trabalhava em uma jangada de cultivo de algas. De repente, tudo escureceu diante de seus olhos e, ao reabri-los, já estava ali.
A casa de pedra era baixa e simples.
Diante dele, estendia-se o mar azul profundo.
Gaivotas rodopiavam no céu.
No cais, poucos barcos estavam atracados, a maioria pequenos barcos de pesca, com algumas embarcações motorizadas maiores.
Ao retornar para dentro de casa, Li Duoyu sentiu uma estranha familiaridade com tudo ao redor, exceto pelo fato de não reconhecer, à primeira vista, que o jovem de cabelo volumoso, camisa florida e calças boca de sino refletido no espelho era ele próprio.
Li Duoyu não se importou tanto com a aparência do rapaz no espelho, mas não tirava os olhos da cabeleira espessa, esboçando um sorriso de satisfação.
“Então você também voltou, finalmente.”
Nesse momento, uma voz apressada soou na porta.
“Vamos logo, ficar se olhando no espelho pra quê? O navio grande já chegou, precisamos ir cedo ou os outros vão pegar toda a mercadoria boa.”
Ao reconhecer o rosto escuro na porta, memórias que ele pensava terem morrido começaram a inundar sua mente.
Início dos anos 80.
A brisa da abertura soprava por toda parte, oportunidades surgiam por todos os lados. Para os pescadores da costa sul, havia uma maneira de enriquecer rapidamente.
Era o contrabando.
Naquela época, para proteg