Já sentei-me para debater ideias com Isaac Newton, caminhei lado a lado com Albert Einstein. Desarrumei o penteado de Max Planck e escrevi o prefácio para o tratado de Zhang Zhongjing sobre febres e doenças variadas. Em suma, esta é a história de um gênio que atravessa os mais diversos tempos e espaços, entre o passado e o presente, pelo mundo inteiro, usando a sabedoria dos antigos para abrir caminho ao futuro da humanidade. Como? Você diz que isso não é científico? Pelo contrário, é muito científico! Observação: este livro não pertence ao gênero de mundos múltiplos ou fluxo infinito. O protagonista não ganha superpoderes; basta continuar lendo para entender. Confira também meu outro livro, “Manual de Conquista em Outro Mundo”, com mais de 30.000 recomendações e média de 8.000 leitores por capítulo. Boa leitura!
Ano de 2022.
Dentro do campus da Universidade de Ciência e Tecnologia.
AED do setor oeste.
Do lado de fora do edifício, sob a luz do sol, brilham intensamente as três letras que formam a palavra “Biblioteca”, caligrafadas por mestre Qi Gong. Entre os traços, irradia-se a tenacidade e o vigor que penetram o sangue de cada estudante desta universidade.
Ao mesmo tempo, dentro da biblioteca.
Um jovem estava sentado sozinho em um canto deserto, escrevendo com afinco:
“É de conhecimento geral.”
“O século XXI é o século da biologia.”
“Creio que por volta do ano 2000, esse slogan se popularizou sem que nos déssemos conta. Antes, a computação também estava em alta, mas todos sabem que, naquela época, a Nasdaq desabou, a bolha da internet estourou, e à biologia coube uma missão histórica ainda mais importante.”
“Isso se refletiu especialmente nos estudantes do ensino médio: biologia tornou-se o curso com as notas de corte mais altas em praticamente todas as escolas, ficando sempre em primeiro ou segundo lugar.”
“Até mesmo no ranking dos cursos mais procurados para transferência no segundo ano da universidade, biologia liderava.”
“Na época, nós, alunos do curso, costumávamos brincar que havíamos aberto mão da chance de entrar nas melhores universidades para abraçar o futuro do século XXI.”
“Mas quem poderia imaginar que, depois de tantos anos, ‘o século XXI é o século da biologia’ se tornaria uma piada interna entre nós, profissionais da área — não pela frase em si, mas por sermos nós, estudantes de biologia, o