Cultivo Espiritual Quarenta Mil Anos

Cultivo Espiritual Quarenta Mil Anos

Autor: Mestre do Boi Deitado

Se este universo for realmente uma floresta sombria, cruel e sangrenta, nós, cultivadores do caminho, ainda assim queimaremos nossas próprias vidas para fazer brilhar uma tênue centelha de luz! Mesmo que essa centelha seja fraca, efêmera e insignificante, contanto que nunca cesse, que continuemos avançando um após o outro, chegará o dia em que a centelha incendiará a relva, a relva queimará os arbustos, e os arbustos se alastrarão pelas grandes árvores! Por fim, uma pequena centelha levantará um incêndio voraz nesta floresta escura, iluminando todo o mundo! ***************** No ano 40.000 da era do cultivo, um jovem comum de uma região fronteiriça inicia uma lenda ardente, rugindo entre as estrelas e dominando a galáxia!

Cultivo Espiritual Quarenta Mil Anos

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Capítulo Um: O Túmulo dos Tesouros Sagrados

Lago da Ferrugem.

Vigésimo terceiro Depósito Especial de Resíduos da Federação.

Também conhecido como “Túmulo dos Artefatos”.

Com o constante avanço da civilização do cultivo, artefatos outrora sagrados, que apenas cultivadores eram capazes de manejar, tornaram-se comuns nos lares de milhões, indispensáveis para o dia a dia, para o trabalho e os estudos dos cidadãos comuns.

Ao trazerem conveniência para a vida, esses artefatos também geraram uma montanha de resíduos e sucata metálica. A maioria desses artefatos descartados ainda retém considerável energia espiritual, o que pode causar poluição radioativa; as matrizes de runas que os compõem são extremamente instáveis, podendo até explodir. Se deixados ao acaso, provocariam uma devastação ambiental irreparável.

Por isso, ao redor de cada grande cidade da Federação, há diversos “Depósitos Especiais de Resíduos”, dedicados ao tratamento de artefatos descartados.

O Vigésimo Terceiro Depósito Especial localiza-se nos arredores ao sul da importante cidade cultivadora “Cidade Flutuante”.

Sob um céu amarelado, um pântano púrpura, contaminado, exala um fedor intenso. Montanhas de sucata metálica elevam-se como centenas de dinossauros exibindo o dorso fora do pântano. Cravadas nesses montes, espadas voadoras despedaçadas se espalham em todas as direções; ao lado delas, golems de cristal enferrujados permanecem sentados, seus olhos ocos há muito apagados, restando apenas insetos que se alimentam de energia espiritual a espreitar dali, observando cautelosamente este “cemitério de artefatos”

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