O guerreiro imperial Suldak Hailansa alistou-se no regimento de infantaria do Grão-Duque Newman, da província de Bena, para tomar parte na guerra planar do plano de Varsóvia. Durante a batalha no bosque, salvou um jovem cuja origem permanecia envolta em mistério. Este jovem, além de portar algumas feridas, era também mudo. Suldak conduziu-o ao acampamento militar, e é precisamente a história deste jovem enigmático que iremos narrar…
À medida que os ensurdecedores gritos de combate se dissipavam ao longe, o campo de batalha na encosta norte da floresta do condado de Handanar estava juncado de cadáveres, tombados em desordem. O solo, fértil e macio, composto de folhas apodrecidas, cedia sob o peso das três imponentes Rinocerontes do Trovão, que avançavam lentamente, carregadas de suprimentos militares. Os animais, com quase vinte metros de comprimento e mais de nove de altura, assemelhavam-se a majestosos navios de três mastros singrando a terra. Por onde passavam, deixavam atrás de si três trilhas profundas, como cicatrizes abertas na estrada desbravada pelos centenas de lenhadores da floresta: cada pegada, com mais de um metro de diâmetro e meio metro de profundidade, parecia um fosso cavado para deter a carga dos cavaleiros.
Atrás dos Rinocerontes, marchava uma companhia de soldados em armaduras reluzentes, pertencentes ao Quarto Batalhão do Quinquagésimo Sétimo Regimento de Infantaria Pesada, sob o comando do Duque Newman. Haviam sido retirados da linha de frente uma semana antes e, após breve repouso, receberam a missão de varrer o campo de batalha da encosta norte.
Tal tarefa, diga-se, era mérito do capitão do Quarto Batalhão, o Barão Sidney; não fosse ele irmão da esposa do comandante do regimento, jamais teria obtido para seus homens esse trabalho — considerado uma dádiva. Os corpos dos soldados caídos eram dispostos uniformemente nas carroças fúnebres: suas armaduras e armas, marcadas com o selo de aço do Quinquagésimo Sétimo, eram patrimônio do regimento, registrados nos inventár