Se alguém voltasse ao passado, para a dinastia Qing, como conseguiria o primeiro montante para iniciar uma revolta? Vidro? Perfume? Cimento? Nada disso. Li Yu, um estudante de artes plásticas que não conseguiu sucesso nos exames, conquistou seu primeiro tesouro com uma pintura artesanal de um corpo humano. O governo Qing era cruel, ousava matar, roubar, explorar e distorcer a verdade. O povo era tímido, suportava, tolerava, enganava e se anestesiava. Li Yu só podia confiar nos homens do submundo. Reformou a guilda dos barqueiros, expandiu negócios no sul do país. Quando suas forças estavam maduras, marchou com o exército para o norte. [Revolta, sistema fraco, paixão ardente]
Ano quarenta do reinado de Qianlong, abril, na Prefeitura de Suzhou.
A primavera chegou, a natureza desperta, e é novamente a época em que os estudantes fazem excursões em grupo aos bordéis.
Na região de Changmen, por toda parte viam-se jovens fúteis, abanando leques e chamando os amigos, verdadeiros canalhas vestidos de seda.
“Afastem-se, ordem do governo, estamos aqui para prender alguém!”
De repente, mais de uma dúzia de oficiais irromperam numa viela, brandindo suas espadas.
Alguns arqueiros subiram nos muros, com flechas já encaixadas.
O pequeno prédio cercado chamava-se Salão da Crisantema Preservada, nome de aparência refinada, mas que, na verdade, era uma dessas companhias de guarda-costas do submundo.
Essas organizações, conhecidas como “Companhia dos Punhos”, eram, essencialmente, a versão antiga das empresas privadas de segurança.
No pátio do Salão da Crisantema Preservada, um jovem estava mergulhado em confusão total.
Seu nome era Li Yu, e ele havia atravessado para esse novo mundo há pouco tempo.
No antigo mundo, era um estudante de belas-artes fracassado, que já havia falhado inúmeras vezes nos exames.
Aqui, sua situação não era muito melhor: nem mesmo havia passado no exame para letrado, e, para sobreviver, foi obrigado a juntar-se à Companhia dos Punhos. Ocupava o posto de “Leque Branco”—o estrategista, aquele responsável pelos planos e pela inteligência do grupo.
“Ouçam aqui dentro! Por ordem do magistrado, viemos prender o principal criminoso do Salão da Crisantema Preservada: Trovã