Uma pequena família cultivadora, graças ao esforço diligente de seus membros, foi aos poucos transformando-se em um clã imortal. Esta é a história do crescimento e fortalecimento de um modesto clã, que, através das gerações, alcançou grandeza.
Grão-Song, Ningzhou.
O condado de Ping’an era um dentre os setenta e dois que compunham Ningzhou. Seu território era, em sua maioria, tomado por montanhas e colinas, a população era rala, e a Ilha da Flor de Lótus representava a única ilha lacustre do condado de Ping’an.
A Ilha da Flor de Lótus recebera tal nome por seu contorno, que evocava a imagem de uma flor de lótus em plena floração, e por nela se cultivarem muitas flores de lótus.
Ao alvorecer, um sol radiante ergueu-se no oriente, lançando seus raios sobre a Ilha da Flor de Lótus e infundindo-lhe um sopro tênue de calor.
No coração da ilha, erguia-se um vasto solar, repleto de pavilhões, galerias e jardins que se sucediam em elegante harmonia.
Ao centro do pátio, havia um pequeno lago artificial, envolto por um denso nevoeiro branco que cobria toda a superfície, ocultando-lhe o interior.
Com o passar do tempo, a névoa foi-se dissipando gradualmente.
No lago, crescia uma vasta extensão de lótus azulados; no centro, erguia-se um tablado de pedra em forma de flor de lótus, sobre o qual fora construído um pavilhão de dois andares, de tom azul-escuro. Sobre a entrada do pavilhão pendia uma placa azul, de mais de três metros de comprimento, onde caracteres dourados, traçados com vigor dracônico e leveza de fênix, proclamavam: “Pavilhão Lótus Azul”.
No interior de um dos aposentos do segundo andar do Pavilhão Lótus Azul, um jovem de dezoito para dezenove anos, trajando vestes azuladas, encontrava-se sentado em posição de lótus sobre um almofadão da mesma cor.
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