Sobre as ruínas, em meio à vastidão selvagem, Xu Mo ergueu o olhar para o céu estrelado; cada ponto de luz nas alturas haveria de tornar-se o seu “lar”.
A cabeça de Xu Mo foi acometida por uma dor lancinante, como se pudesse rachar a qualquer instante; incontáveis imagens desfilavam por sua mente como cenas de um filme. Ele desejava recobrar a consciência, mas as pálpebras teimavam em não se abrir.
Seria uma paralisia do sono?
Um tênue pensamento surgiu em sua mente, a consciência ainda lutando para emergir. Finalmente, o dedo mínimo da mão esquerda se moveu levemente, tocando algo gélido e pegajoso, enquanto a mão direita, como se esmagada por um peso, já se encontrava dormente.
"Huff..." Xu Mo por fim abriu os olhos, respirando com dificuldade, sentindo-se exausto ao extremo.
Como se pressentisse algo, Xu Mo ergueu bruscamente a mão esquerda e lançou-lhe um olhar; a palma estava tingida de vermelho, uma visão chocante que o deixou momentaneamente atônito, fazendo acelerar seu coração.
O braço direito permanecia imóvel. Ele tentou mover a cabeça e olhou para o próprio braço: um corpo infantil estava ali encolhido, as vestes rasgadas manchadas de sangue; no rosto pueril, além dos sulcos de lágrimas, havia também marcas de sangue. Era uma menina de cerca de cinco anos, que, mesmo adormecida, ainda soluçava em meio ao sono.
Cuidadosamente, Xu Mo virou-se de lado, dobrando o braço e apoiando o cotovelo no chão para se erguer, de modo que a menina repousasse contra seu peito.
Sentado, Xu Mo olhou ao redor e seu coração foi tomado por uma dolorosa pontada, uma sensação de dilaceramento agudo.
No interior da modesta casa, dois corpos frios jaziam no solo, já assumindo u