Uma nova história está começando! Se você gostar, pode apoiar "Primavera Trancada": a princesa altiva versus o ministro hipócrita. Todos lamentavam que a princesa de Huaishe, dotada de talento militar, fosse enviada para se casar com o país inimigo; mas, dois anos depois, ela surpreendeu ao retornar como homem, ostentando o título de príncipe, conquistando o trono e trazendo consigo uma jovem por quem demonstrava extrema afeição. Os que sabiam dos bastidores diziam que essa jovem era muito parecida com o príncipe do país inimigo — e que o príncipe de Huaishe, incapaz de esquecer o rival, teria encontrado um substituto. Contudo, ninguém sabia que, na intimidade, a jovem repousava nos braços do príncipe de Huaishe, que exibia um sorriso satisfeito e zombeteiro: "Então, sou meu próprio substituto? Ouvi dizer que Vossa Majestade prefere homens... que tal eu vestir-me de novo como homem e tentar mais uma vez?" História anterior concluída: "O Engano da Multidão"
Quando sentiu a lâmina de uma adaga pressionada contra o pescoço e o braço de um homem pesando sobre seu peito, Zhao Heguan percebeu que já tinha um pé dentro do caixão.
O calor febril que a consumia parecia devorá-la sem trégua, como se, a qualquer momento, toda sua razão fosse se dissipar no vazio entre céu e terra. Ainda assim, lutava. Agora encontrava-se em uma estalagem, sons sutilmente inquietos vinham do lado de fora da porta, sem saber se buscavam por ela ou pelo homem à sua frente.
O homem que a subjugava vestia-se todo de negro, o rosto coberto por um véu escuro; a respiração apressada e pesada não era menor que a dela. A tênue luz que vinha de fora se refletia em seus olhos desfocados, lindos e sem brilho—provavelmente, ele estava ferido na vista.
Sua voz era profunda e contida, as sobrancelhas arqueadas em tensão, o sopro quente sobre o rosto dela criava uma atmosfera ainda mais ambígua. O efeito do remédio a tornava tudo mais insuportável.
— Se quer viver, responda direito! — A voz dele era agradável, mas naquele instante tornou-se a pedra que arrombou a porta da razão de Zhao Heguan. — Quem te mandou me envenenar com essa droga traiçoeira?
O efeito da droga subia e ele apertou sua mão com força, curioso: a pessoa à sua frente parecia delicada, mas não era desprovida de formas. Ele não percebeu que sua mão pousava em lugar impróprio, mas sentiu algo estranho, instintivamente apertando e pressionando mais uma vez.
Zhao Heguan não conseguiu conter um som entrecortado que escapou por entre os lábios, deixando os ouvidos do ho